Caminhada ajuda a reduzir os efeitos da redução no metabolismo
Saiba por que perder peso fica mais difícil com o passar dos anos e como manter o corpo em forma
Conforme envelhecemos, manter o mesmo peso e o mesmo corpo parece ficar cada ano mais difícil.
Aquele prato de macarrão de todo domingo, que antes não pesava na dieta, começa a fazer diferença na hora de abotoar o jeans.
No entanto, ganhar peso e envelhecer não andam necessariamente
juntos. O peso extra não é resultado apenas do processo de
envelhecimento, mas é principalmente fruto de mudanças de hábitos como
exercitar-se menos e comer a mesma quantidade mesmo quando o ritmo do
metabolismo diminui. Portanto, os motivos, além de fisiológicos, são
também comportamentais.
"O que faz o corpo das pessoas mudar da fase dos vinte e poucos anos
em diante são os hábitos de vida. Numa fase mais madura, a pessoa
torna-se menos ativa, cessa ou reduz o nível de atividade física que
praticava quando era mais jovem", diz o endocrinologista Alex Leite, do
Hospital São Luiz.
A máquina
O declínio das habilidades físicas começa quando a mulher vira
balzaquiana. Aos 30 anos, o metabolismo basal – valor de referência do
quanto o corpo gasta de calorias para se manter funcionando – começa a
ficar mais lento. O corpo passa a funcionar em outro ritmo, que vai
diminuindo gradativamente até os 60 ou 70 anos, quando tende a
estabilizar. Fica mais difícil não acumular gordura, não perder músculos
e nem massa óssea.
"A diminuição de massa magra propicia o maior acúmulo de tecido
adiposo, que, por sua vez, pode ocorrer sem mesmo ter havido uma mudança
significativa no padrão alimentar. Esse declínio no metabolismo
decorrente na mudança da composição corporal é progressivo e
potencializado pela a diminuição dos hormônios sexuais e do crescimento
que acontece com o envelhecimento", afirma Leite.
A redução do ritmo do metabolismo fica evidente e ganha potência com a chegada da menopausa, quando as alterações hormonais podem fazer com que a gordura se acumule mais facilmente na barriga do que nos quadris e nas coxas.
A genética, nesse caso, tem um papel fundamental. Se a família tiver
tendência a acumular gordura nessa região, é bem capaz que seu corpo
passe a fazer o mesmo.
“Nosso corpo vai ficando mais desgastado com o uso e temos mais
limitações. Há uma diminuição nos hormônios, assim como no metabolismo”,
afirma o endocrinologista Alfredo Cury.
Vitalidade em baixa
Com a idade, a responsabilidade e as atribuições – como casa,
família, filhos, amigos e trabalho – passam a ser maiores e o tempo
dedicado ao exercício diminui. A vitalidade também perde terreno e quem
ganha espaço é o sedentarismo.
Alfredo Cury destaca ainda a chegada dos filhos. “A vida muda. A
mulher engorda, tem menos tempo para ela, dorme menos. É normal que
passe a acumular o peso a partir dessa fase”, afirma.
Mexa-se!
Driblar o ganho de peso, no entanto, é possível. Entre os
especialistas, o exercício físico é uma unanimidade. Além de melhorar a
condição cardiorrespiratória e contribuir para uma vida mais saudável, a
ginástica pode evitar a redução do metabolismo com a idade.
De acordo com o endocrinologista do Hospital São Luiz, o exercício
físico ajuda a manter e aumentar o tecido muscular, promovendo uma
composição corporal com maior teor de massa magra, que irá auxiliar na
queima da energia obtida através dos alimentos.
O Departamento de Cinesiologia (o estudo dos movimentos) da
University of Colorado, nos Estados Unidos, pesquisou a taxa de
metabolismo basal e o ganho de peso com o passar dos anos.
Os pesquisadores descobriram que o declínio no metabolismo basal não é observado em pessoas que se exercitam regularmente.
Foram avaliadas 65 mulheres divididas em quatro grupos: pré-menopausa
e pós-menopausa e sedentárias e ativas. Entre as ativas, o metabolismo
manteve-se o mesmo antes ou depois da menopausa, o que, segundo os
pesquisadores, levou ao baixo peso observado no grupo.
Os exercícios mais recomendados são a musculação, que evita a perda
de massa muscular decorrente do envelhecimento, aliado à caminhada. Os
músculos ajudam a manter o metabolismo funcionando por um tempo
prolongado, além de serem importantes em áreas como equilíbrio,
flexibilidade e estabilidade.
A caminhada, por sua vez, aumenta o gasto calórico. Pesquisadores da
Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, descobriram que
apenas 30 minutos andando por dia podem evitar o aumento de peso.
Durante 15 anos, eles acompanharam a rotina de cinco mil pessoas entre
18 e 30 anos. O grupo que caminhava diariamente deixou de ganhar 450
gramas por mês.
Mas não basta se movimentar. Também é preciso cuidar da alimentação.
Para a nutricionista Flávia Ferazzo Figueirêdo, não é preciso reduzir a
quantidade de comida, apenas apostar em trocas inteligentes.
“A minha recomendação é fazer inversões no cardápio. Reduzir a
farinha e o açúcar e, em contrapartida, aumentar o aporte de proteína,
que ajuda na queima de gordura”, aconselha.
FONTE IG

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