PRATICANTE DE CAMINHADA COLECIONA SIMPATIA NA ORLA DE SALVADOR
É comum exibirmos nesta seção alguém que se transformou em amigo fiel do esporte após superar dificuldades na saúde ou algum outro tipo de obstáculo. Porém, há aqueles que são amigos de infância da prática esportiva e com ela conservam uma vida ativa e cheia de alegria. É o caso de Arioste Jorge, 66 anos, que pratica atividades físicas desde a infância. Com tantos anos de ‘amizade’, não cabe problemas de saúde, até porque não existe isso na vida do nosso personagem. Médico, apenas para exames de rotina. Difícil mesmo é saber qual é o esporte dele: caminhada, yôga ou a arte de fazer amigos...
Às três horas da manhã, Arioste acorda. Faz algumas posições do yôga e ‘planta’ bananeira. Depois, mais quatro horas de caminhada na orla de Salvador. “O exercício físico é um dogma para mim, a segunda paixão depois da família. Cada atividade física limpa de alguma forma nosso organismo. Podemos lavar a pele com água e sabão, mas não podemos comer sabonete para limpar o organismo. Só fazemos isto com a prática de exercícios físicos. Quando fazemos isso, nossas atividades diárias são enfrentadas com mais alegria e capricho”, diz o engenheiro aposentado.
Até a caminhada, seu principal esporte, é diferenciada. Mostrando ginga de um bom soteropolitano, prefere andar com molejo, como se tivesse dançando uma música caribenha. “Este ritmo exercita o corpo todo. Certa vez alguns jovens correndo na orla viram minha caminhada e gritaram que só me faltava um sutiã. Gritei de volta: 'não se preocupem, amigos! Até as flores delicadas resistem a ventos agressivos'. Eles voltaram e pediram desculpa. Hoje são meus amigos e piram quando alguém me critica”.
Patrimônio - Além das caminhadas e bananeira na orla, Arioste também exercita os braços. E é esta modalidade que fez a fama do aposentado, que assegura lembrar do rosto de cada um que fala com ele diariamente. “Antes eu levantava o braço para fazer exercício, mas as pessoas achavam que eu estava dando adeus e respondiam. Foi criada assim uma comunicação incrível entre nós. Hoje serve para as duas coisas”, confessou.
Com o gesto físico rotineiro, ele perdeu a conta de quantos amigos fez, seja na orla ou na pista de carros da Avenida Oceânica. Em meia-hora de papo com a reportagem, diversas pessoas pararam para cumprimentá-lo, 26 carros buzinaram, duas viaturas da Polícia o reverenciaram com um toque na sirene e uma mulher mais exaltada deu um tapa em seu ‘bumbum’.
Seu Arioste, bem casado com dona Val, pode não ser exemplo de superação de uma dor através do esporte. Mas ensina que a prática esportiva, além de promover a saúde, pode também trazer bem-estar, amigos e alguns sorrisos. “É o bastante para viver bem e com alegria. Não posso dizer que é preciso fazer esporte, pois não sou professor de educação física. Apenas digo que isso é um excelente remédio para mim”, completou.
FONTE A TARDE

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