quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

McDONALD'S

POR DENTRO DO McDONALD'S



Carne: processamento


A receita do hambúrguer da rede, segundo garante Ed, é 100% de carne bovina. O extenso galpão para o processamento da carne concentra gigantescos maquinários que moem ao longo do dia 70% de carne resfriada e 30% congelada. Este processo é necessário para que a massa atinja a textura necessária. Depois de moída, a carne é transferida para um misturador e passa por uma tubulação com gelo seco que ajuda na hora de formatar o hambúrguer. 

Formatado, o hambúrguer é submetido a uma temperatura de 50°C negativos, o que é suficiente para congelar o alimento em apenas dois minutos. Feito isso, é embalado. A fábrica produz dois tipos de texturas diferentes, o que também pode resultar em algumas particularidades gustativas. Segundo Ed, o hambúrguer mais consistente é como o do Big Mac, que rapidamente é “rasgado” na hora da mordida. Já o mais granulado, como o Big Tasty, tem essa textura porosa pois a carne passa por uma espécie de peneira. 

O Angus é a única carne diferenciada, feita com outra raça de animal, mas também considera as mesmas partes do boi. A produção varia de acordo com a venda.


Carne: números

A Cidade do Alimento processa 150 toneladas de hambúrguer bovino por dia, e fornece hambúrguer para o Brasil inteiro e também para outros países, como Dubai e Arábia Saudita. O local concentra 450 funcionários, que se revezam em três turnos. Das seis da manhã até à meia-noite, as máquinas não param de funcionar. A partir deste horário, o local passa por uma intensa limpeza até o início do turno da manhã. Em média, a produção é de 700 hambúrgueres por minuto.

Pães: composição




A empresa responsável pelos pães do McDonald’s é a FBS Foods, que também fica na Cidade do Alimento. Logo na entrada do grande galpão, é possível se ver dois silos que comportam 75 toneladas de farinha. 

A receita não leva leite nem ovo. Os cinco ingredientes básicos são farinha, fermento, água, açúcar e gordura hidrogenada vegetal. No estoque, grandes sacos de açúcar dividem espaço com fardos de sal, gergelim, vitaminas e embalagens.

Pães: produção





Toda a farinha e o açúcar que entram na fábrica são peneirados para excluir o risco de objetos estranhos misturados à massa. Grandes tanques misturam a massa base, que pesa de 500 a 600 quilos e rende de 7 mil a 7500 pãezinhos. 

Ela é transferida pro meio de esteiras e cortada em forma de bolinhas, que passeiam por gôndolas até chegarem a uma câmara com temperatura de 42°C para crescer. Em seguida, seguem para o forno. Agora, a temperatura é de 250°C e, entre 8 e 10 minutos, os pães estão assados. 

Prontos, voltam a passear pelas longas esteiras, agora para serem resfriados. Assim que perdem a temperatura quente, passam por uma seleção. O funcionário passa o olho rapidamente nos pães que correm à sua frente e, com agilidade e sem desviar os olhos, descarta qualquer um que apresente algum defeito estético. 

Muitos pães são dispensados, embora estejam em perfeitas condições para serem ingeridos. Por este motivo, a empresa informou que os descartados são recolhidos e encaminhados para instituições de caridade. 

Depois da seleção, a esteira corre rumo a uma fina lâmina, na espessura de uma linha. O rigor na hora do corte é essencial, pois, no restaurante, os pães passam por um processo de caramelização que impede que o recheio vase ou que o pão fure na hora da mordida. Embalados, eles são divididos em duas áreas – a câmara de resfriamento, para os que serão congelados, e a área de frescos, para os que serão entregues prontos para o consumo. Nesta fábrica, são produzidos 45 mil pães por hora.


Números e curiosidades




Em todo o mundo, o McDonald’s recebe 64 milhões de clientes por dia, atendidos por 1,6 milhão funcionários. No Brasil, são 1,6 milhão de clientes por dia, com 58 mil funcionários distribuídos em 600 restaurantes. 

A empresa vem frequentemente mostrando a preocupação com boas práticas agrícolas, de armazenagem e transporte, além de pesca sustentável, bem estar animal e responsabilidade social, mas nem sempre escapa de críticas relacionadas à qualidade do alimento vendido. 

A mais recente surgiu após crítica do chef britânico Jamie Oliver sobre a utilização de hidróxido de amônio em seus hambúrgueres nos Estados Unidos. Na ocasião, ele declarou: “estamos comendo um produto que deveria ser vendido como a carne mais barata para cachorros e, após esse processo, dão o produto para humanos”, disse Oliver. “Por que qualquer ser humano sensato colocaria carne com amônio na boca de suas crianças?”. Após o episódio, a empresa anunciou que mudaria a receita do hambúrguer. 

Sobre o caso, o McDonald’s Brasil afirma que nunca utilizou o componente em sua receita. Segundo Alessandra Ber, gerente de comunicação da Arcos Dourados – empresa que opera a marca em toda a região – “a receita brasileira é feita com 100% de carne bovina”. O gerente de Supply Chain da marca, Gustavo Faria, afirmou que, embora as franquias pelo mundo sigam uma receita padrão, algumas particularidades variam de acordo com o país. “No Brasil, isso nunca foi utilizado.”
FONTE TERRA



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